terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Por quê fazer hoje o que posso fazer amanhã?




Mas, e se amanhã você pensar: “Depois eu faço”? E no terceiro dia delegar a tarefa para outra pessoa ou simplesmente deixar  novamente para depois?
 
Você estará procrastinando, ou seja, procrastinação nada mais é do que o ato de adiar uma atividade para fazê-la em outro momento.


Geralmente o procrastinador transfere para outra hora tarefas menos prazerosas e se envolve em outras insignificantes para o seu dia a dia, sendo que este adiamento lhe causa um alívio temporário. Porém, quando se torna crônico, ou seja, adiamento constante lhe acarretará em sérios prejuízos seja nas áreas profissional, social, afetiva, bem como no seu pessoal.

No aspecto pessoal, pode-se dizer que seus prejuízos são muitos, a começar pelo sentimento de culpa, vergonha, baixa na autoestima e no senso de capacidade, comprometimentos e conflitos sociais, conjugais, profissionais e financeiros. Isso sem contar que a cronicidade da procrastinação torna a pessoa vulnerável ao desenvolvimento de estresse, ansiedade e depressão.


Contudo, é imprescindível uma avaliação psicológica para se detectar se a procrastinação é consequência de um transtorno emocional ou se o transtorno emocional apresentado é resultado da procrastinação. 

Sabe-se que o quadro pode ter início de várias maneiras, uma delas é a partir de maus hábitos comportamentais que aos poucos se torna um círculo vicioso de adiamento, transferências e protelação.

Também é importante mencionar que a capacidade de controlar os impulsos naturais também está relacionada à serotonina, um neurotransmissor produzido pelo cérebro. Quem descreve a respeito é a Dra Mara Fernandes Maranhão, psiquiatra do Hospital Albert Einstein. Ela destaca que pessoas com alteração nessa atividade cerebral estão mais propensas à ansiedade e depressão e, portanto, mais vulneráveis à procrastinação. "É a maneira que elas encontram para aliviar a angústia causada pela necessidade de realizar uma tarefa".

Eu não poderia deixar de mencionar a influência significativa do modo de pensar ou processar cognitivamente a realidade do procrastinador. Pensamentos do tipo “Eu não vou conseguir”, “Não tenho competências para realizar tal atividade”, “Se não puder fazer perfeito, então não farei”, “Tenho que realizar tudo sozinho” e até mesmo remoer a imaginação das várias atividades e compromissos a serem realizados num dado momento e antecipar resultados negativos, podem trazer a sensação de cansaço antes mesmo de ter iniciado a tarefa.

 
Portanto, fique atento (a) aos seus comportamentos. Observe a frequência com que adia as coisas. Será a constante dessas ações que lhe sinalizará se você já se tornou um (a) procrastinador (a) ou se a falta de vontade em realizar a tarefa naquele dia está dentro de um padrão aceitável. Afinal, uma vez ou outra deixar para fazer algo depois, é normal.

E para finalizar, vou listar umas estratégias para combater este vício:

Aprenda a planejar suas tarefas e a administrar o tempo que você dispõe para executá-las;

 
Estabeleça uma lista de atividades e ao lado de cada uma escreva qual é urgente e qual pode ser adiada, caso não sobre tempo para realizá-la;

Não faça várias coisas ao mesmo tempo. Procure iniciar outra atividade quando a primeira tiver sido concluída, e apenas interrompa o que começou se surgir um imprevisto;

Em algumas tarefas será necessário dividi-las em pequenas partes e realizá-las com mais tempo ou em mais dias. Faça aos poucos, mas faça e dê valor para o fato de estar fazendo, ao invés de dar importância apenas para o resultado;

Fique atento (a) aos seus pensamentos em relação às tarefas. Não se entregue às cognições sabotadoras do tipo “Eu não estou com vontade de fazer isso agora”, “Me sinto cansado (a)” ou “Gostaria de estar fazendo outra coisa (estar no cinema, por exemplo)”, então vou fazer isso mais tarde. Avalie se neste momento você precisa e pode dar uma pausa breve para retomar as energias (lavar o rosto, tomar um café, tirar um cochilo) e retomar o que estava fazendo o mais rápido possível;


Peça ajuda para realizar algo que sozinho (a) ficará inviável fazer. Seja realista, nem sempre damos conta de tudo sem auxílio, então não se sobrecarregue;

 
Não esqueça de elogiar a si mesmo (a) sempre que cumprir seu planejamento. Se preferir pode até se presentear.

Mas, se mesmo assim continuar enfrentando dificuldades ou notar que para realizar seus compromissos é necessária uma energia extra, procure ajuda psicológica.

Forte abraço!

Psicóloga Carla Presutti.



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