terça-feira, 5 de março de 2013

Compreendendo a ansiedade e aprendendo a superá-la


Pessoas que não sabem administrar seus sintomas de ansiedade se tornam escravas dela, que por sinal tira a paz de quem a vivencia frequentemente e de modo intenso. Por isso Já tem algum tempo que eu gostaria de escrever sobre o assunto, visto o grande número de pacientes que me procuram por conta de suas ansiedades.

Informar é necessário para que se busque ajuda adequada e se obtenha a melhora do quadro. Ter esclarecimentos já é o primeiro passo rumo ao autocontrole.

Então vamos lá! 

A ansiedade ocorre em quatro aspectos:

Sintomas físicos, como: taquicardia, respiração ofegante ou sufocada, tremor e algumas partes do corpo podem ficar dormentes, sensação de desmaio, vertigem, calafrios, sudorese, náusea dentre outros. É comum pessoas acreditarem que estão tendo um ataque cardíaco ao experimentarem estas sensações.

 
Sintomas emocionais, que podem ser resumidos a sentimentos de nervosismo, medo, pânico e apreensão.

Os comportamentais, tipicamente se caracterizam em evitar ou fugir das situações que desencadeiam a ansiedade, bem como atitudes que possam ajudar a controlar as situações e se proteger  do perigo.

Cognitivamente, os pensamentos são catastróficos, ou seja, há a percepção de ameaça, risco e perigo numa proporção maior do que a realidade concreta e a pessoa em contrapartida subestima sua capacidade, eficiência e competência para enfrentar ou resolver a situação.

Quando alguém não consegue lidar com sua ansiedade adequadamente dizemos na psicologia que esta pessoa apresenta um distúrbio/ transtorno de ansiedade. São eles: Síndrome do pânico, fobias diversas (exemplo fobia social), ansiedade relacionada à saúde ou hipocondria, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Posteriormente escreverei especificamente sobre cada um desses transtornos.

Por enquanto, quero destacar que a ansiedade faz parte das nossas vidas desde que nascemos, e que não é possível se livrar totalmente dela, pois sua função é justamente nos ajudar a nos adaptar às circunstâncias ao nosso redor. Podemos dizer que a ansiedade é um mecanismo de sobrevivência.



O que é possível é ajustá-la, amenizá-la, reduzi-la, controlá-la para níveis aceitáveis e suportáveis, de modo que não se sinta paralisado (a) ao experimentá-la.

Através da terapia cognitiva o (a) portador (a) de ansiedade pode reduzir e aprender a manejar seus sintomas, a começar por suas cognições, afinal os quadros físico, emocional e comportamental são desencadeados pelos pensamentos, cujos conteúdos apresentam desfechos trágicos. Lembre-se: A mente da pessoa aumenta a proporção da situação e atribuí um significado ameaçador ao contexto, além de enxergar a si como incapaz de enfrentar ou suportar o que está acontecendo.

Além da terapia, que tem por objetivo auxiliar o paciente a reestruturar suas crenças distorcidas, a pessoa ansiosa pode se beneficiar com práticas de relaxamento e atividade física. Casos mais severos requerem o uso de medicamento também.

Bem, neste finalzinho de texto pretendo salientar que evitar circunstâncias que possam lhe deixar ansioso (a) só manterá e agravará os sintomas. Causará alívio momentâneo da emoção negativa, porém ela continuará lá, mal resolvida. 

O ideal é: Mesmo com o friozinho na barriga você seguir em frente e não esperar não sentir mais ansiedade para depois enfrentar a situação “temida”. A ansiedade ameniza-se à medida que você se aproxima do que lhe causa temor, justamente pela oportunidade de confrontar pensamentos distorcidos sobre sua capacidade em resolver problemas.  


Saiba que o verdadeiro problema não está no friozinho na barriga, ele faz parte, o problema está em ficar paralisado (a), acuado (a) e não buscar ao menos desenvolver ferramentas que lhe permitam administrar positivamente sua vida. Se não sabe o que fazer, a sua alternativa é buscar ajuda para aprender, mas não fique escravo (a) de si mesmo (a).

Forte abraço!

Psicóloga Carla Presutti

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