quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Nem tudo o que você PENSA é verdade



Exatamente!  Nem tudo o que imaginamos ou concluímos condiz com a realidade. Temos a tendência em considerar os pensamentos como se fossem fatos concretos e sofremos desnecessariamente por conta disso quando os mesmos são irrealistas, disfuncionais, negativos ou sabotadores.

É importante compreender que não é porque você pensou algo que aquilo é uma verdade ou  que vai acontecer do jeito que imaginou. Pensamentos serão sempre hipóteses e nunca uma certeza, até que se tenha dados concretos que os confirmem.

Aprender a identificar seus pensamentos e em seguida analisar os fatos concretos é o primeiro passo do autoconhecimento, pois é a partir do entendimento do seu modo de pensar que você conseguirá promover mudanças em diversos aspectos: emocionais, comportamentais e ambientais.

Portanto, saiba que analisar a veracidade dos fatos, a lógica e a coerência daquilo que se pensa ampliará sua visão, colaborará para o alívio de emoções negativas, além de lhe mostrar novas alternativas e maneiras de solucionar os problemas. Sem dúvida de que em alguns momentos o que passa pela sua cabeça é totalmente condizente com a realidade dos fatos e isso não quer dizer que tenha que perder o controle ou ficar remoendo a situação adversa. É imprescindível buscar alternativas de solução de problemas sempre.

Para discernir pensamentos disfuncionais de pensamentos realistas, pergunte-se:

Quais evidências confirmam que ‘isso’ que estou pensando seja verdade ou vai acontecer?

Quais evidências NÃO confirmam que ‘isso’ que estou pensando seja verdade ou vai acontecer?

Quais conclusões posso tirar do exame das evidências a favor e contra o meu pensamento? De que modo alternativo posso pensar? (Lembrando que o pensamento alternativo é realista e não se refere a pensar de maneira otimista sem uma base coerente e lógica, pois pensar positivo sem fundamentos pode ser tão nocivo quanto pensar negativamente. A ideia aqui é ser sensato e mesmo diante de situações adversas manter o controle, encontrar saídas e resolver o problema).
 
O que concretamente posso fazer para solucionar isto?


 Abaixo apresento uma mesma situação e dois modos de pensar diferentes. São exemplos  retirados do livro de Leahy sobre terapia cognitiva:

SITUAÇÃO
PENSAMENTO
SENTIMENTO
COMPORTAMENTO
Escuto a janela sacudindo
Alguém está tentando entrar na minha casa
Ansioso
Tranco a porta e chamo a polícia
Escuto a janela sacudindo
Está ventando lá fora e a janela está velha e frouxa
Levemente irritado
Tento firmar a janela e depois volto a dormir

Enfim, através deste texto desejei trazer a compreensão de que o que pensamos afeta diretamente o modo como nos sentimos, e identificar as distorções cometidas nos ajuda a resolver situações, sejam internas ou externas.
Forte abraço!

Psicóloga Clínica Carla Presutti
Especialista em Terapia Cognitiva e Comportamental pela Usp
Idealizadora do EMAGRECENDO COM A CABEÇA

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Qual é o seu estilo: Passivo, Agressivo ou Assertivo?

Uma das atitudes que colaboram para que a pessoa se sinta insatisfeita e infeliz consigo mesma é a passividade diante dos fatos ou das pessoas. 
 
Alguma vez você já sentiu culpa por dizer não ao pedido de alguém? Deixou de reivindicar um direito que era seu, por exemplo, não voltou para cobrar algum dinheiro que lhe deviam ou tenham lhe voltado o troco errado? Não discordou da opinião alheia por medo de ser criticado ou desaprovado? Não colocou suas necessidades pessoais em primeiro lugar, por achar isso uma ação egoísta?

Pois bem, esses são alguns exemplos de comportamentos passivos, que fazem muito mal à saúde emocional.


Geralmente o passivo é visto pelas demais pessoas como “o bonzinho” e obviamente por não se manifestar, em algum momento ele é abusado ou explorado por isso. A pessoa passiva também perde seu senso de controle pessoal o que acarreta em baixa na autoconfiança e autoestima. Contudo, vou destacar que a pessoa passiva não é vítima, visto que se tem alguém que lhe explora é porque ela permite. Ela tem a escolha de procurar ajuda e mudar seu comportamento, caso sozinha não saiba como agir.

Do outro lado, temos aqueles que dizem “não terem papas na língua” e levam tudo a ferro e fogo e no momento em que se expressam, mesmo estando com a razão, acabam por depreciar, ofender ou desrespeitar os outros. Do agressivo as pessoas geralmente têm medo, demonstram respeito e evitam ao máximo criar conflitos com eles.

Realmente nenhum destes dois comportamentos ajudarão na resolução de qualquer situação e não colaborarão para relacionamentos saudáveis, pois ambos envolvem desrespeito.


Como em tudo na vida, o equilíbrio é a atitude da vez e neste caso se chama comportamento assertivo.

A assertividade é um modo de se expressar que envolve autorespeito com reflexos no bem estar da pessoa consigo mesma.

Esse bem estar ou autoestima adequada se dá porque a pessoa em uma interação social se posiciona de forma firme, defendendo suas ideias, necessidades, direitos e fala com os outros como gostaria que falassem com ela, caso a situação fosse contrária. 

O assertivo é objetivo no momento de se comunicar e se posiciona sempre na primeira pessoa, ou seja, ao invés de dizer acusatóriamente “você sempre faz estas coisas para me chatear”, ele diz “Eu sempre me chateio quando você se comporta desta forma”. 

Temos que ajustar o conteúdo a ser dito e o jeito de expressá-lo, porque podemos ficar sem a razão mesmo quando estamos certos, caso nos exaltemos.

Outro detalhe interessante é que a pessoa assertiva lida bem com a assertividade das demais pessoas, pois é madura para entender que as pessoas também têm seus direitos e que não vieram ao mundo para satisfazer suas necessidades e nem concordar com ela em tudo.


Fique atento(a): Geralmente por trás de atitudes passivas existem medos de não ser aceito, aprovado, amado dentre outras preocupações. Já em atitudes agressivas podemos supor que a necessidade de intimidação ou ofensa pode ocorrer por medo de ser desrespeitado, perder o controle da situação, baixa autoestima dentre outras questões. 

Mais uma vez entra o trabalho da terapia cognitiva no desenvolvimento do comportamento assertivo, que irá trabalhar o autoconceito da pessoa, bem como suas crenças em relação a si, ao mundo e as pessoas e ajudá-la a desenvolver atitudes e reações mais funcionais em suas interações sociais.

Por fim, me despeço deixando este vídeo sobre o assunto que encontrei na internet e achei interessante compartilhar.


Abraços,

Psicóloga Carla Presutti

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tristeza ou Depressão?

"A morte não é a maior perda da vida.  A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos“ (Pablo Picasso)


Tristeza todos nós sentimos, porém a depressão é uma tristeza diferente do habitual porque ela é persistente, ocupa grande parte do tempo ou do dia. Uma pessoa depressiva é visivelmente apática e não experimenta mais sentimentos de satisfação ou prazer por coisas que antes da depressão gostava.

Para se ter uma ideia da intensidade e comprometimento causado pela depressão, podemos classificá-la em três níveis: LEVE, MODERADO ou SEVERO. Isto equivale a dizer que existem pessoas depressivas que mesmo sofrendo são capazes de administrar suas rotinas sem grandes prejuízos, como por exemplo, continuar trabalhando, porém outras precisam ser afastadas do trabalho por não terem energia emocional, intelectual e física para realizar as mais simples tarefas do dia a dia, exemplo realizar sua higiene pessoal, como tomar banho.

Os sintomas são diversos:

Tristeza
Apatia
Angústia
Vazio
Irritabilidade
Impaciência
Dificuldade em tomar decisões
Insegurança
Cansaço, fadiga ou falta de energia
Procrastinação
Insônia, sono fragmentado ou sono não restaurador
Dificuldades de concentração e Memória
Culpa
Pessimismo
Baixa autoestima

         As causas podem ser genéticas, ambientais, físicas (exemplo, carência de vitamina B ou problemas relacionados à tireoide), cognitivas e outras condições médicas. 



     No tocante às causas cognitivas é comum observarmos pensamentos disfuncionais dos tipos pessimista, negativista e distorcido. Uma cognição em especial chama a atenção de nós especialistas, que é a desesperança, pois não enxergar saída ou soluções para sua condição atual ou quaisquer outras situações de vida pode ser uma razão para que se busque o suicídio como alternativa. Contudo, especialistas concordam que nem sempre era ‘a morte’ o que o depressivo desejava e sim ‘alívio para sua dor’.

O tratamento vai depender do quadro em geral, ou seja, do nível da depressão e do grau de comprometimento gerado por ela. É feito através de medicamentos antidepressivos e psicoterapia. 

A abordagem psicológica atualmente mais recomendada para o tratamento da depressão é a Psicoterapia Cognitiva Comportamental. O objetivo desta linha de tratamento é reestruturar as cognições disfuncionais da pessoa depressiva, tornando-a mais flexível e hábil em soluções de problemas. O resultado se dá em três aspectos: Mudanças no modo de pensar, sentir e se comportar.


Também se recomenda a prática de atividade física regularmente, pois sabemos que em nosso cérebro existem mais de vinte tipos de endorfinas, substâncias responsáveis pela sensação de bem estar, que são liberadas com atividades aeróbicas. E os benefícios vão além da melhora no humor, e sim mais disposição física e mental, alívio da dor, aumento da imunidade, mais resistência, bloqueio das lesões dos vasos sanguíneos, dentre outros.


Cuidar da alimentação é outro pilar no combate à depressão, por isso é recomendável o consumo de alimentos ricos em vitamina B e triptofano, por exemplo o leite e a banana.

Espero que estas informações tenham ajudado você a compreender um pouco mais sobre a depressão.
Forte abraço!

Psicóloga Clínica Carla Presutti